O tormento de minha alma
As vezes me faz esquecer o sentido
Do caminho que percorro.
Dia após dia
Me esforço
Para viver uma vida normal, ser comum.
Condicionada e presa
Por valores que não acredito
Ações, posturas, obrigações
Que não me cabem
Torturam minha mente
Inquieta, errante, livre.
Metade do que sou hoje
É tudo o que eu nunca quis ser.
Os anos passam
E nos rendemos a condições indesejadas
As palavras são as mesmas
Mudando apenas de lugar.
Olho ao redor
Procurando algo com que eu me identifique
E nessas horas em que procuro
Nada encontro.
Aprendi a não procurar
Para evitar a decepção de não encontrar.
Essa rotina de falsos sorrisos
De palavras em vão
De batalhas sem sentido
Faz meu corpo se contorcer
De dor e tristeza
E só por hoje
Queria ser o que já fui
Só por hoje
Odeio o que sou
Amanhã já não sei.
Só por hoje
Eu queria a coragem de dez anos atrás
Só por hoje
Eu queria ter esperança
Só por hoje e talvez nunca mais.
TL - 01/08/08 - 17h15
"Terá o dedo da morte de pousar de vez em quando no tumulto da vida para evitar que ele nos despedace? Tal será a nossa condição que devamos receber, diariamente, a morte, em pequenas doses, para podermos prosseguir na empresa da vida? E então, que estranhos poderes serão esses que penetram nossos mais secretos caminhos e mudam nossos mais preciosos bens, a despeito da nossa vontade?" Orlando. Woolf, Virgínia. p.38
segunda-feira, 18 de maio de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
A vida como ela é
Não nasci para o amor.
Para alguns o amor é como a dor.
Sentimento triste, denso.
Triste como uma mariposa solitária
em uma tarde chuvosa de inverno.
Denso como a fumaça de enxofre queimado
que invade as narinas com ardor
mistura-se ao sangue
e invade os pulmões em uma ciranda sufocante.
Não nasci para o amor.
O amor é para mim
como um linfoma é para o corpo humano.
Instala-se discretamente
e com o passar do tempo
se apossa de cada célula
uma a uma
até que todas sejam dele.
Até que todo o oxigênio se acabe.
Não nasci para o amor.
TL - 26/01/09 - 14h30
Para alguns o amor é como a dor.
Sentimento triste, denso.
Triste como uma mariposa solitária
em uma tarde chuvosa de inverno.
Denso como a fumaça de enxofre queimado
que invade as narinas com ardor
mistura-se ao sangue
e invade os pulmões em uma ciranda sufocante.
Não nasci para o amor.
O amor é para mim
como um linfoma é para o corpo humano.
Instala-se discretamente
e com o passar do tempo
se apossa de cada célula
uma a uma
até que todas sejam dele.
Até que todo o oxigênio se acabe.
Não nasci para o amor.
TL - 26/01/09 - 14h30
quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Virgínia
... é aquele tipo de sensação ambígua, de um lado o fio de esperança amarelada, desfacelando entre dedos nervosos e de outro, o desejo de tirar a dor, a racionalidade da certeza de que humano seria morrer sem horror.
E quem disse que o ser humano, em sua essência, não é ambíguo e horrível?
O que nos torna humanos, também nos faz desumanos. E os erros desumanos que cometemos nos tornam humanos!
Existir é complexo. Ninguém disse que seria fácil.
TL - 25/01/09 - 18h30
E quem disse que o ser humano, em sua essência, não é ambíguo e horrível?
O que nos torna humanos, também nos faz desumanos. E os erros desumanos que cometemos nos tornam humanos!
Existir é complexo. Ninguém disse que seria fácil.
TL - 25/01/09 - 18h30
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Não Esqueça
Apenas não esqueça
Amo, amo mto...
além da vida, além da morte...
sem você tudo é cinza...
o que dói em um coração
Dói nos dois...
e dói minuto após minuto
em que não sigo seus passos...
e mesmo que um dia não me queira
estarei soprando ao seu ouvido
"eu te amo"
como uma leve brisa
refrescando
a perfeição de seu rosto...
as lágrimas que inundam
nossos olhos há tanto tempo
são para regar nosso amor
que resiste a tudo e a todos...
você é o meu sorriso
Se um dia for embora...
apenas restará em mim
o vazio de esperar a morte me buscar...
Apenas não esqueça...
Amo, amo mto...
além da vida, além da morte...
sem você tudo é cinza...
o que dói em um coração
Dói nos dois...
e dói minuto após minuto
em que não sigo seus passos...
e mesmo que um dia não me queira
estarei soprando ao seu ouvido
"eu te amo"
como uma leve brisa
refrescando
a perfeição de seu rosto...
as lágrimas que inundam
nossos olhos há tanto tempo
são para regar nosso amor
que resiste a tudo e a todos...
você é o meu sorriso
Se um dia for embora...
apenas restará em mim
o vazio de esperar a morte me buscar...
Apenas não esqueça...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A Mulher de Cada Porto
Sob suas asas brancas
Pude finalmente ver a vida
Com os olhos brilhantes
Olhos de criança que ganha
Um presente há tempos desejado
As trevas se findaram
E o sol nasceu novamente
O caos que rodiava minha alma
Se transformou em um brilho ofuscante
Levando embora toda dor e ódio
Tão presentes em meu coração
Nunca havia tido a oportunidade
De acreditar em anjos
Já que o mundo é poluído por pessoas más
Ao te ver pela primeira vez
Pude sentir à distância sua energia
Tão necessária a minha vida
Obscura e fria
Difícil acreditar que você é real
O medo de acordar desse sonho tão perfeito
Me consome
Viver ao lado de um anjo
É como viver no paraíso
Poucas são as pessoas
Que tem a sorte
De chegar próximo dele
Agora vivo em paz
Minha vida não é mais
Um filme de terror
Agora amo-te loucamente
Para todo o sempre...
21/08/04 - 22:28h TL
Pude finalmente ver a vida
Com os olhos brilhantes
Olhos de criança que ganha
Um presente há tempos desejado
As trevas se findaram
E o sol nasceu novamente
O caos que rodiava minha alma
Se transformou em um brilho ofuscante
Levando embora toda dor e ódio
Tão presentes em meu coração
Nunca havia tido a oportunidade
De acreditar em anjos
Já que o mundo é poluído por pessoas más
Ao te ver pela primeira vez
Pude sentir à distância sua energia
Tão necessária a minha vida
Obscura e fria
Difícil acreditar que você é real
O medo de acordar desse sonho tão perfeito
Me consome
Viver ao lado de um anjo
É como viver no paraíso
Poucas são as pessoas
Que tem a sorte
De chegar próximo dele
Agora vivo em paz
Minha vida não é mais
Um filme de terror
Agora amo-te loucamente
Para todo o sempre...
21/08/04 - 22:28h TL
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Mar de Desencontros
Quem dera se pudéssemos
Descansar algumas horas
Durante a vida inteira
De nossos próprios pensamentos
Quem dera se pudéssemos
Ao menos durante o sono
Esquecer de todos os problemas e pessoas
Que nos fazem angustiar
Esse maldito inconsciente - consciente
Que não nos deixa relembrar
Das coisas boas que passamos
Sem nos contagiar com suas teorias sem moral
É o estado caótico da vida
Um mar de desencontros e desenganos
Toda a imundice humana
Lançada na pureza do mundo que não mais existe
Somos bilhões correndo como loucos pela vida
Atrás de nem se sabe o que ou por quê
Sem ao menos nos importar se estamos ou não
Pisoteando quem já se deu conta de tudo isso
Vamos vencer! Vamos à luta! Não desista!
É o que se ouve todo dia
Como se viver fosse uma disputa
Mas nem sabemos com quem duelamos
Na verdade lutamos incessantemente com a gente mesmo
Para consertar defeitos, para agradar o outro ou mesmo ninguém
Esquecendo que somos o que somos há muito tempo e não tem jeito
E assim passamos a vida lutando por tudo que é impossível
Porque temos medo de conseguir o que é viável
E não saber o que fazer no final.
Em 23.09.2003 - 11:05h - TL
Descansar algumas horas
Durante a vida inteira
De nossos próprios pensamentos
Quem dera se pudéssemos
Ao menos durante o sono
Esquecer de todos os problemas e pessoas
Que nos fazem angustiar
Esse maldito inconsciente - consciente
Que não nos deixa relembrar
Das coisas boas que passamos
Sem nos contagiar com suas teorias sem moral
É o estado caótico da vida
Um mar de desencontros e desenganos
Toda a imundice humana
Lançada na pureza do mundo que não mais existe
Somos bilhões correndo como loucos pela vida
Atrás de nem se sabe o que ou por quê
Sem ao menos nos importar se estamos ou não
Pisoteando quem já se deu conta de tudo isso
Vamos vencer! Vamos à luta! Não desista!
É o que se ouve todo dia
Como se viver fosse uma disputa
Mas nem sabemos com quem duelamos
Na verdade lutamos incessantemente com a gente mesmo
Para consertar defeitos, para agradar o outro ou mesmo ninguém
Esquecendo que somos o que somos há muito tempo e não tem jeito
E assim passamos a vida lutando por tudo que é impossível
Porque temos medo de conseguir o que é viável
E não saber o que fazer no final.
Em 23.09.2003 - 11:05h - TL
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