"You have to lose
You have to lose
You have to learn how to die
If you want to want to be alive."
"Terá o dedo da morte de pousar de vez em quando no tumulto da vida para evitar que ele nos despedace? Tal será a nossa condição que devamos receber, diariamente, a morte, em pequenas doses, para podermos prosseguir na empresa da vida? E então, que estranhos poderes serão esses que penetram nossos mais secretos caminhos e mudam nossos mais preciosos bens, a despeito da nossa vontade?" Orlando. Woolf, Virgínia. p.38
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Do avesso
Se tudo começou no avesso
Se do fim nasceu um começo
Se quando eu estava, você fugia
Se quando eu fugia, você ficava
Caída, você se esticava pra me dar a mão
Submerso, eu desesperada te procurava
De tanto procurar, perdi
De tanto gritar, não me fiz ouvir
Hoje, sigo calada, no avesso de mim
Esperando o recomeço de um fim
Porque algumas vidas são assim
O revés de um sim.
T.L. 21/06/10
Procurei um samba pra nós dois. Não encontrei.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Poema à boca fechada
"Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo."
José Saramago
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo."
José Saramago
quinta-feira, 17 de junho de 2010
"Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme."
Fernando Pessoa [2-8-1933]
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme."
Fernando Pessoa [2-8-1933]
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Desatando "nós"
Um certo dia, ao acordar, ela percebeu que sua vida era como uma peça de teatro, em que diversos personagens já haviam passado.
Personagens que ela havia criado, sem nenhuma intenção.
Cada pessoa que passava pelo palco de sua vida era real, mas ela não havia aprendido a conviver com pessoas reais.
Para amá-las, ela precisava enxergar o que elas não tinham e apagar o que ela sabia que ia dispensá-las de seus papéis.
Com o passar do tempo, seus olhos deixavam de enxergar a essência de cada personagem e, cada vez que isso acontecia, ela sentia a dor de um tiro em seu peito.
Aquela pessoa não poderia mais estar na palco de sua vida, pois ela apenas conseguia enxergar um amontoado de ossos se movendo, de lá para cá, de cá para lá.
Após inúmeros tiros em seu peito, ela percebeu que precisava criar uma personagem tão fantasiosa, que ela jamais pudesse ver os ossos e que fizesse o papel principal de sua peça, eternamente.
E assim ela fez.
Essa “perfeita” personagem ficou durante anos no palco de sua vida. Ela passeava por seus olhos dia após dias, com toda a graça de sua juventude, com toda a beleza que poderia haver dentre todas as belezas que existem no infinito.
Porém, em um certo dia, tudo se desfez. (“porque o amor é a coisa mais triste quando se desfaz”). Como areia escorrendo por entre seus dedos, a personagem já não fazia sentido em sua peça.
Não porque ela havia enxergado seus ossos, mas porque, sem mais nem menos, sem querer, ela olhou para dentro de si e achou que tudo ao seu redor não passava de uma fantasia (“Deixa desilusão pra quem não sabe amar. E quem não sabe amar tem que sofrer. Porque não poderá compreender. Que o amor que morre é uma ilusão. E uma ilusão deve morrer”.)
Neste momento de extrema dor e lucidez, ela teve que apagar as luzes do palco, que era a única coisa que ela tinha em sua vida. Ou, pelo menos, o que ela mais prezava em sua vida.
Ela deu adeus à personagem mais perfeita e ilusória que já havia criado.
Ela sabia que jamais veria os ossos dessa personagem, mesmo tentando ver, ela não via! Como ela poderia ver?! Nem ela mesma podia entender.
Por mais que ela tentasse “matar” aquela personagem, ela não conseguia. (“Um verdadeiro amor nunca fenece e pouca gente ainda o conhece. Meu bem, se o teu amor morrer. É porque ninguém o entendeu”).
Mesmo sabendo que ela amava a personagem e não a pessoa real por trás da fantasia. (“Você não sabe amar, meu bem. Não sabe o que é o amor. Nunca sofreu, nunca viveu. Querer saber mais do que eu”).
Ela foi, então, obrigada a procurar pessoas reais para integrar sua vida real. E encontrou. (“Tá fazendo um ano e meio amor, que o nosso lar desmoronou. Meu sabiá, meu violão e uma cruel desilusão. Foi tudo o que ficou. Pra machucar meu coração”).
E, há algum tempo, aquela personagem que se foi junto com toda a sua fantasia, permanece intocada. Ela foi atuar em outros palcos, exatamente do jeito que ela foi criada, muito menos perfeita, muito mais perdida.
27/03 e 08/04/2010
T.L.
"Quem sabe, não foi bem melhor assim.
Melhor prá você e melhor prá mim.
O mundo é uma escola.
Onde a gente precisa aprender.
A ciência de viver prá não sofrer“.
(João Gilberto)
Personagens que ela havia criado, sem nenhuma intenção.
Cada pessoa que passava pelo palco de sua vida era real, mas ela não havia aprendido a conviver com pessoas reais.
Para amá-las, ela precisava enxergar o que elas não tinham e apagar o que ela sabia que ia dispensá-las de seus papéis.
Com o passar do tempo, seus olhos deixavam de enxergar a essência de cada personagem e, cada vez que isso acontecia, ela sentia a dor de um tiro em seu peito.
Aquela pessoa não poderia mais estar na palco de sua vida, pois ela apenas conseguia enxergar um amontoado de ossos se movendo, de lá para cá, de cá para lá.
Após inúmeros tiros em seu peito, ela percebeu que precisava criar uma personagem tão fantasiosa, que ela jamais pudesse ver os ossos e que fizesse o papel principal de sua peça, eternamente.
E assim ela fez.
Essa “perfeita” personagem ficou durante anos no palco de sua vida. Ela passeava por seus olhos dia após dias, com toda a graça de sua juventude, com toda a beleza que poderia haver dentre todas as belezas que existem no infinito.
Porém, em um certo dia, tudo se desfez. (“porque o amor é a coisa mais triste quando se desfaz”). Como areia escorrendo por entre seus dedos, a personagem já não fazia sentido em sua peça.
Não porque ela havia enxergado seus ossos, mas porque, sem mais nem menos, sem querer, ela olhou para dentro de si e achou que tudo ao seu redor não passava de uma fantasia (“Deixa desilusão pra quem não sabe amar. E quem não sabe amar tem que sofrer. Porque não poderá compreender. Que o amor que morre é uma ilusão. E uma ilusão deve morrer”.)
Neste momento de extrema dor e lucidez, ela teve que apagar as luzes do palco, que era a única coisa que ela tinha em sua vida. Ou, pelo menos, o que ela mais prezava em sua vida.
Ela deu adeus à personagem mais perfeita e ilusória que já havia criado.
Ela sabia que jamais veria os ossos dessa personagem, mesmo tentando ver, ela não via! Como ela poderia ver?! Nem ela mesma podia entender.
Por mais que ela tentasse “matar” aquela personagem, ela não conseguia. (“Um verdadeiro amor nunca fenece e pouca gente ainda o conhece. Meu bem, se o teu amor morrer. É porque ninguém o entendeu”).
Mesmo sabendo que ela amava a personagem e não a pessoa real por trás da fantasia. (“Você não sabe amar, meu bem. Não sabe o que é o amor. Nunca sofreu, nunca viveu. Querer saber mais do que eu”).
Ela foi, então, obrigada a procurar pessoas reais para integrar sua vida real. E encontrou. (“Tá fazendo um ano e meio amor, que o nosso lar desmoronou. Meu sabiá, meu violão e uma cruel desilusão. Foi tudo o que ficou. Pra machucar meu coração”).
E, há algum tempo, aquela personagem que se foi junto com toda a sua fantasia, permanece intocada. Ela foi atuar em outros palcos, exatamente do jeito que ela foi criada, muito menos perfeita, muito mais perdida.
27/03 e 08/04/2010
T.L.
"Quem sabe, não foi bem melhor assim.
Melhor prá você e melhor prá mim.
O mundo é uma escola.
Onde a gente precisa aprender.
A ciência de viver prá não sofrer“.
(João Gilberto)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
6 Minutos
(Otto)
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou de uma casa pequena
Com uma varanda, chamando as crianças pra jantar
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
D'um quarto de hotel
Num quarto de hotel
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro meu amor, são flores de um longo inverno
Isso é pra morrer
Você me falou
E eu estava lá e falei
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou de uma casa pequena
Com uma varanda, chamando as crianças pra jantar
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou
Num quarto de hotel
Num quarto de hotel
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou de uma casa pequena
Com uma varanda, chamando as crianças pra jantar
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
D'um quarto de hotel
Num quarto de hotel
Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro, são flores de um longo inverno
Nasceram flores num canto de um quarto escuro
Mas eu te juro meu amor, são flores de um longo inverno
Isso é pra morrer
Você me falou
E eu estava lá e falei
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou de uma casa pequena
Com uma varanda, chamando as crianças pra jantar
Isso é pra morrer
6 minutos
Instantes acabam a eternidade
Isso é pra viver
Momentos únicos
Bem junto na cama de um quarto de hotel
E você me falou
Num quarto de hotel
Num quarto de hotel
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Pedaço de mim
(Chico Buarque e Zizi Possi)
Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim
Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar.
Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim
Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.
Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim
Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu.
Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim
Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada no membro que já perdi.
Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim
Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo a mortalha do amor, adeus.
Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim
Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar.
Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim
Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais.
Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim
Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu.
Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim
Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada no membro que já perdi.
Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim
Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo a mortalha do amor, adeus.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Despedida
Roubei do blog da Acácia.
Sem palavras.
"Quando você chorou eu chorei
Como se a dor fosse minha também
Você quis parar e eu escutei e quando fugiu eu tentei entender
Quando me pediu eu mudei, como me aceitava eu fiquei
Não tava em teu mundo e por isso eu sofri
Mas quando te procurei me perdi
Por que foi que eu me perdi...?
Aonde eu vivia você não
E onde eu voava você era o chão
Você caminhava era em meu coração
Como não me escutava eu gritei
Assim você ouviu a minha voz mas não entendeu a dor em mim
Era tudo tão perfeito pra você que me achei errado e me calei
Por que foi que eu me calei...?
Por que nunca ouviste a tua voz?
Por que se esconder tanto de você?
Eu sei bem os erros que eu cometi
Mas podia obrigar-te a me querer
Nunca fui capaz de te dizer o porque e o quanto eu te amei
Eu sei que me afastei de ti mas te afastaste de mim também
Te afastaste de mim também
Me lembro sempre do teu olhar
O brilho fugido do meu
Me prendendo na tua solidão me fez tão triste
Mas pra sempre feliz
Quis fazer de ti a minha salvação
Mas me vi sozinho e acho que desisti
Se quando você chorou eu chorei
Eu vou saber que ao me achar eu te perdi"
Wilco - I Am Trying To Break Your Heart (Wilco sempre engole meu coração)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
2.8
Depois dos 26, você passa a analisar o que deveria ou não ter feito, o que poderia ou não ter feito, o que deve ou não fazer e o que pode ou não fazer.
Você deixa de pensar o que você QUER, de fato, fazer.
É a fase de se reeditar. Dolorosa.
Então, nesse aniversário, eu vou pensar o que eu quero e não o que eu devo ou posso.
O meu desejo, cada vez mais forte, é o de pegar a estrada e viver livre das bolas de ferro que eu mesma criei.
Ter uma casa com uma horta no quintal, colher o alface pro almoço ou o manjericão pro espagueti ao pesto do jantar, sabe?
Criar periquitos livres, observar um João-de-Barro carregar gravetinhos para construir sua casa e ver gatos esparramados pelos sofás, dormindo como bebês.
Ouvir cigarras.
Sentar na grama e olhar um amontoado de estrelas. Quem sabe ver uma cadente e dar um nome a ela!
Sentir o cheiro da chuva chegando.
Olhar para o horizonte. E ver apenas um horizonte e mais absolutamente nada além dele.
Ah, como é lindo ver dois arco-íris, um ao lado do outro.
O som de uma tropa de cavalos correndo, me encanta.
Tão simples esses meus sonhos. Tão distantes esses meus sonhos.
Nossa maior prisão é a que construímos para nós mesmos e, há algum tempo eu criei uma perpétua, na qual tenho sobrevivido nos últimos anos.
Mas minha pena está no fim! Alguém me disse que ela está.
Afinal, eu ganhei alguns descontos por bom comportamento.
E depois dessas (poucas) primaveras, descobri que vivo mais feliz quando não planejo, quando não espero nada e quando não esperam nada de mim. Eu posso sonhar e realizar ao invés de planejar, não posso?
Mesmo levando esporro de terapeuta, algumas pessoas simplesmente são assim, oras.
Que assim seja, então, 2010 dos 28.
Livre de mim mesma, em paz e com olhos brilhantes, cheios de sonhos.
T.L. 12/01/2010 - 15h30
"I wonder why we listen to poets when nobody gives a fuck.
I want a good life with a nose for things. The fresh wind and bright sky to enjoy my suffering. A hole without a key if I break my tongue. Oh, speaking of tomorrow, how will it ever come?
All my lies are always wishes. I know I would die if I could come back new."
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O grito do silêncio
Perdida no silêncio solitário da noite
As ruas vazias retratam minha solidão
O apego desapegado
Domina minha mente inquieta
O clima londrino permeia minha alma
De dentro para fora
A chuva é constante
A dor, incessante
O tempo passa
E tudo permanece exatamente igual
Nada se constrói
Tudo desmorona
Dia após dia
Como um amontoado de tijolos
Sem a menor perspectiva de solidez
Ao redor apenas palavras e gestos hostis
Lamúrias sem fim
Sem eira nem beira
A procura de uma vida feliz
Caminho sem saber para onde ir
Aterrorizada e sem conseguir discernir
Onde termina o bem e começa o mal
Decido seguir.
TL - 29/09/09 - 00h20
As ruas vazias retratam minha solidão
O apego desapegado
Domina minha mente inquieta
O clima londrino permeia minha alma
De dentro para fora
A chuva é constante
A dor, incessante
O tempo passa
E tudo permanece exatamente igual
Nada se constrói
Tudo desmorona
Dia após dia
Como um amontoado de tijolos
Sem a menor perspectiva de solidez
Ao redor apenas palavras e gestos hostis
Lamúrias sem fim
Sem eira nem beira
A procura de uma vida feliz
Caminho sem saber para onde ir
Aterrorizada e sem conseguir discernir
Onde termina o bem e começa o mal
Decido seguir.
TL - 29/09/09 - 00h20
Assinar:
Postagens (Atom)